segunda-feira, 27 de julho de 2009

Luz sem vela



Acende a vela
Para iluminar o caminho do Homem em direção ao céu
Não vê mais vultos, nem sente mais dor
Enxerga bem, ouve bem
Agora está bem!
Ouço a Dona dizer:
-Parece que ficou um buraco!
Penso na família como as sementes que brotaram
Com o tempo os ponteiros se acertaram
De hora em hora se encontravam
E a vela queimava
E o tempo passava
O silêncio dói mais que gritos de choro
Fechar os olhos dói mais que enxergar tudo
Calar dói mais que falar sobre
Deitar e dormir é mais difícil que suportar tudo de pé acordado
A vela apagou-se
A chama se vai e nos deixa só
Não queremos aceitar se foi o melhor
Busco uma fuga, me deito com a boca amargurada
-Como você é vivo com a luz apagada!
Sem vela, no escuro, a vida é capaz
Não mais fogo de vela
Agora é luz de Paz.

domingo, 5 de julho de 2009

Pipas


O sonho do muleque
É como a pipa que sobe
E lá no alto fala com Deus
Toca o céu
Em transe ora
Várias pipas
Vários sonhos
Há quem dispute o mesmo sonho
Ou o mesmo céu
E aquele que vê sua pipa cair
E longe sumir
A rabiola cortada
A linha arrastada
A cabeça baixa
Pensa que perdeu?
Não!
Vou eu
O moleque
Em busca do meu sonho
A colocar outra pipa no alto.