quinta-feira, 19 de abril de 2012
Perdido
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Que te quero

Se confundo o abraço
Laço
No flerte do cheiro
Amaço
Quase almoço com olhos
Esse teu pedaço
E que pedaço
Que desanda minhas maos
e ciranda
Agora em vaoo
Querendo estar no vao
De seios de sobra
Que na boca não cabe
Assim como a fala
Que se cala
E invade
Tua intimidade
mas poxa
Como não me entregar
As tuas coxas
Não sabe da falta
Que me faz a farta
Da anca que me infarta
De acelerado ritmo
Do bate com gosto
No bum bum gostoso
A instigar o gozo
O nosso alvoroço
Proibido e calado
Só gemido e o molhado
Escoando entre as pernas
Se és primavera
Beija flor é fera
Que suga o nectar
O polen pro mel
A flor sai da terra
Voa livre no ceu
Fala mansa sem voz
Algo sobre nós
E nós
A querer lençóis
De pé e suado
Com o corpo dopado
De sexo bom
De bom é tarado
Danado de bom
nao tem como
Te como
gostoso
temos algo a nos dar
e se te confundir
No abraço outra vez
Não menti
Em falar
Que te quero
Nem que por mais uma vez.
Subliminá
Pode tirar o seu colete
à prova de bala
A bala que atiro
é doce pra mulecada
Sente a rajada da “matraca”
Que dispara a fala
Tem sempre um fifi
Que faz da língua uma arma
Moleque é “crack”
No campo é piripac
Dá trabalho pra zaga
É o melhor no ataque
Sangue no zóio pra
Matar o chefão...no fliperama
Bomba...de chocolate
Faz sorrir quem te ama
Você tá com as “
Tio, depois não reclama
Pedofilia é crime
São doses de “cana”
Novinha assanhadinha
Disse que te dá “mole”
Mas maria mole te confunde
Num doce gole
Daqui pra lá
Só os função
Tão preparado
“Fuzil” na mão
O livro é bom de mira
Atira poemas no coração
Acho que o bang do inverno
É se envolver nas quadrilha
Calma ae, calma ae...
Quadrilha de festa junina
“Crack... se for na bola
Coca... se for gelada
Bomba...de chocolate
É bum pra mulecada
Paranga... de cocada
Presentes no embrulho
Boca... não é de fumo
É MC no bagulho”
Me passa a “seda” muleque
Pra encapar o meu pipa
Me traz o pó... de vidro
Pra passar na minha linha
A cola não se bafora
Mistura e faz cortante
Duas carreira... de linha
Fortalece o estirante
Quero “farinha” da boa
Pro bolo ou tapioca
Pode dar milho
Pra nóis estourar os pipoca
Eu vi o “vapor” subir
Da panela de barro
Acho melhor cê ir tomando cu...
Cuidado
Vários pinos pra mandar
Numa tacada só
Sem dó, no boliche
Só quem for o melhor
Que que há? que que há?
Qual que foi? qual que foi?
Rabo de vaca mata mosca
E dá nome aos boi
De fofoca em fofoca
A galinha enche o papo
As tias ouvem roupa nova
Vestindo os trapos
Não parece o que é
Mas é que não sei mentir
Quero chorar...de alegria
E depois morrer...de rir
“Crack... se for na bola
Coca... se for gelada
Bomba...de chocolate
É bum pra mulecada
Paranga... de cocada
Presentes no embrulho
Boca... não é de fumo
É MC no bagulho”
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Mentira
Mentira é um instante
Um pequeno elefante
Incomoda o semblante
Princípio de uma avalanche
Não se breca nem dobra
E de trás pra frente a obra
Cem kilômetro por hora
Rápida e sem manobra
Descontrolada vai
Por ruas e quintais
A mancha não sai
Da mesma quando cai
Quem falou, quem ouviu
Telefone sem fio
Era um dia de frio
Disparou o fuzil
Boca é arma letal
Tanto pro bem quanto mal
Com a consciência legal
Verdade até o final
O princípio da ira
Invisível ainda
A lorota é o que vira
Isso sim que é mentira
quarta-feira, 9 de junho de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Gangorra
Dois desequilibrados
Um sobe, o outro desce
O desencontro
Na opnião, no gosto, no rosto
A diferença é nítida
Você é bonita
E eu feio pa porra
Amor de gangorra
Totalmente desnivelado
Onde isso vai parar?
Como vai ficar o puxado?
E na cama
Você vira de lado
Penso : não é pra dormir!
-Tô com sono porra!!!!
Amor de gangorra
Sem equilíbrio algum
Ainda bem!
Sem os altos e baixos
Sem o sobe e desce
A brincadeira na gangorra
Não acontece.
segunda-feira, 29 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
Pode ser um Bar
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Labirinto
Retaliação passageirO

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Fazendo um bico
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Como um trem
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Vários lugares em um
É isso que senti ao tirar essa fotografia, do Jd. Boa Vista.
Poderia ser qualquer outra quebrada, afinal, morro, campo de futebol..., que quebrada não tem esse cenário?!
Salve Akins Kite, varzeano nato!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
O corpo
Mostruário ambulante
De marcas e hematomas de dias cortantes
A rocha também solta areia quando vem a onda
Gasto como a pólvora do estouro da bomba
Nada diferente comparado ao rosto nosso
Cansado e abatido, mas a palavra ainda posso
Ainda posso e mostro um brilho que reflete fosco
Em surrada pele boa alma se liberta aos poucos
Do retrato de mãos enrugadas e calejadas
A subir mais um tijolo da casa encantada
Enxugo o suor e a lágrima, olha pro céu e vê
O sol é quente, , mas é o corpo que me faz derreter
De dentro pra fora queima um fogo abstrato
Se alastrando em minha natureza de homem ingrato
A mente insana tem razão e não me deixa viver
Nem ver tanta importância ao que é importante ter
Tenho um lado do cérebro doente
Que é feliz e sorri com o corpo em brasa ardente
Marcas e tatuagens permanentes
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Enlaço
Abriga sonhos quentes
Ousados abraços
Cheiros, amaços
Inevitável enlaço
Meu sexo pulsa e a chama
Você me chama
Apenas com o seu o teu olhar
Me leva pra cama
Pro chão sem colchão
Na rua, na lua
E você nua
A me querer e me desejar
Com seu corpo, mente e alma
Me ama com calma
O mundo pegando fogo
E nós nos amando feito loucos
Se confessando um para o outro
Sorrisos e lágrimas
Extasiando um momento mágico
É hora de se amar, chorar e ver
O que realmente quero ter
Agora nada mais importa
Só o seu olhar místico
Escondendo dunas e tesouros
Noites de prazer
Quero ter
Como agora
Nossa hora
De crepúsculo
A aurora
Sua voz, suas pernas
Cabelo, boca e seios
A nuca...e aquela anca
O ritmo desenfreado
O corpo molhado
Pescoço marcado
De lado, no colo, vem...vem...
Me dá tudo
Eu quero tudo
Geme, grita e me dá teu silêncio
Trema e se encolha em mim
Não é pecado, é Amor
Absoluto, eterno
Sem fim
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Luz sem vela
Para iluminar o caminho do Homem em direção ao céu
Não vê mais vultos, nem sente mais dor
Enxerga bem, ouve bem
Agora está bem!
Ouço a Dona dizer:
-Parece que ficou um buraco!
Penso na família como as sementes que brotaram
Com o tempo os ponteiros se acertaram
De hora em hora se encontravam
E a vela queimava
E o tempo passava
O silêncio dói mais que gritos de choro
Fechar os olhos dói mais que enxergar tudo
Calar dói mais que falar sobre
Deitar e dormir é mais difícil que suportar tudo de pé acordado
A vela apagou-se
A chama se vai e nos deixa só
Não queremos aceitar se foi o melhor
Busco uma fuga, me deito com a boca amargurada
-Como você é vivo com a luz apagada!
Sem vela, no escuro, a vida é capaz
Não mais fogo de vela
Agora é luz de Paz.
domingo, 5 de julho de 2009
Pipas
O sonho do muleque
É como a pipa que sobe
E lá no alto fala com Deus
Toca o céu
Em transe ora
Várias pipas
Vários sonhos
Há quem dispute o mesmo sonho
Ou o mesmo céu
E aquele que vê sua pipa cair
E longe sumir
A rabiola cortada
A linha arrastada
A cabeça baixa
Pensa que perdeu?
Não!
Vou eu
O moleque
Em busca do meu sonho
A colocar outra pipa no alto.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Se complicando-Se
Claro que existe!
Se tem alguém com muito
É porque tem muitos com pouco
Mais fácil é ser bicho
Sem comida de papel
Sem medo de não ir pro céu
Com a fartura da boa comida
E a fome resolvida
Onda já se viu?
Complicar o próprio trajeto?
Foram eles! Foram eles!
Sempre separando-nos e levando vantagem
É porquê nos calamos
Encurralados estamos
Necessidades passamos
E no ciclo vicioso nos limitamos
E não militamos
Enquanto isso a barriga ronca
Histericamente e com bronca
Das mãos que não plantam
Do pé que não brota
Do Homem que não colhe
Da boca que não come




